O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, autorizou a prorrogação por mais 60 dias de inquérito que investiga o presidente Michel Temer por conta das delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht.

No inquérito, também são investigados os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia).

Segundo o G1, na véspera, o ministro Luís Roberto Barroso autorizou pela terceira vez a prorrogação de outro inquérito sobre Temer, o que apura se houve propina na edição do decreto dos portos. O presidente nega qualquer irregularidade.

Fachin destacou que tanto a Polícia Federal quanto a Procuradoria Geral da República apontaram a necessidade de coleta de mais provas e depoimentos.

“Na hipótese concreta, como visto, a Polícia Federal salienta que os elementos aportados diversificaram as frentes investigativas e, portanto, justifica-se devidamente a necessidade de dilação de prazo em relatório parcial no qual são especificadas as diligências faltantes. […] Nesse panorama, diante da manifestação da procuradora-Geral da República, os autos devem retornar à autoridade policial, pelo prazo de 60 dias, para a realização das medidas apontadas, além de outras que sejam úteis ao término das investigações”, afirmou o ministro.

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