Bruno Reis nega disputa dentro da base pela prefeitura em 2020

O vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), negou que haja disputa dentro da base do prefeito ACM Neto (DEM) para a sucessão em 2020. O número 2 do Palácio Thomé de Souza fez questão de ressaltar que ele, o secretário municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (DEM), Leo Prates (DEM), e o deputado federal João Roma (PRB) têm uma “história juntos”. A ida de Prates para a gestão soteropolitana foi vista como uma ação de ACM Neto para preparar mais um sucessor.

“A chance de haver disputa entre Bruno Reis e Leo Prates é zero. Se eu for o candidato, serei o candidato dele e, se ele for o candidato, será o meu candidato. Temos amizade política de 20 anos. Vou ajudar Leo Prates a fazer um bom trabalho. Vai ter todo meu apoio, falo com ele duas, três, quatro vezes por dia. Esse tipo de especulação não cola. Fazemos um jogo conversado. Se lá na frente ele for o escolhido, ficarei muito feliz e vou trabalhar por ele. Eu, Léo, João [Roma] temos uma história juntos”, declarou, em entrevista à rádio Itapoan.

O vice-prefeito voltou, ainda, a justificar a saída do MDB, partido que o indicou para a integrar a chapa à reeleição de ACM Neto em 2016. Bruno Reis chamou de “fatalidade” o caso dos R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal em apartamento em Salvador atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB). “Depois que aconteceu aquela fatalidade, muitos saíram do partido. Eu já falava que esperava que o MDB pudesse ser maior do que uma ou duas figuras, que precisava ser oxigenado e acabou não acontecendo essa renovação. Acabou não acontecendo e foi envolvido em escândalos. Minha origem sempre democrática. Estou a 20 anos ao lado do prefeito ACM Neto e eu simplesmente disse que eu já tinha dado minha colaboração e saí do partido”, afirmou.

Bruno Reis ainda minimizou a aproximação do presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior (Solidariedade), com o grupo do governador da Bahia, Rui Costa (PT). “Sim, ele é do nosso grupo. É um dos vereadores mais importantes, que tem força política. Ele está fazendo papel dele como presidente. É natural ainda mais nessa mexida política com a eleição de Bolsonaro. Geraldo está certo, tem que conversar com todo mundo, pela competência que tem”, afirmou, ao dizer que é “natural” também o chefe do Legislativo soteropolitano pleitear ser candidato a sucessão de ACM Neto. “Cada um tem suas pretensões. É algo que vem sendo construído. O que me une a Geraldo Júnior é a amizade, história de luta que temos juntos”, acrescentou.

Fonte TRBN

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